Enfermagem Unidade de Terapia Intensiva

Enfermagem Unidade de Terapia Intensiva

4º Módulo: Enfermagem na Unidade de Terapia intensiva

A assistência de enfermagem, em Unidade de Terapia Intensiva, é uma especialidade em constante crescimento, em termos de conhecimentos científico, tecnológico e administrativo. A multiplicidade de patologias dentro das várias especialidades médicas que podem vir com as internações em Unidade de Terapia Intensiva, o avanço tecnológico dos equipamentos utilizados na monitorização e no suporte avançado de vida e o gerenciamento de pessoal, medicamentos, equipamentos e custos envolvidos no trabalho com o paciente gravemente enfermo, exigem do profissional de enfermagem uma constante motivação e atualização dentro de todos os tópicos pelos quais responde.

A experiência no cuidado do paciente está voltada para atender às necessidades humanas básicas, com o objetivo de assegurar uma assistência de enfermagem adequada, visando a prevenção de complicações, a manutenção das funções vitais e a segurança do paciente.

O sucesso da assistência na Terapia Intensiva dependerá das atividades desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar com objetivos comuns, devidamente treinada e capacitada para oferecer um suporte avançado de vida a esse paciente dentro de um conjunto de conhecimentos, equipamentos e habilidades técnicas e humanas, que estão em constante aperfeiçoamento e desenvolvimento, necessitando de um processo de educação continuada.

O enfermeiro tem um papel importante no planejamento da asssistência, devendo dar continuidade ao cuidado através de uma avaliação diária e sistematizada, efetuando intervenções precisas durante o atendimento.

As condutas de enfermagem a serem estabelecidas no atendimento do paciente, no CTI, devem estar apoiadas em bases clínicas tendo como objetivos:

• assegurar a permeabilidade das vias  aéreas;

• manter a imobilização da coluna cervical;

• assegurar uma perfusão tissular adequada (renal, cerebral, cardiopulmonar, gastrintestinal e periférica) adequada;

• atender as necessidades de senso e   percepção;

• identificar sinais sugestivos de risco para temperatura corporal alterada;

• assegurar integridade da pele (Protocolo de Prevenção de Úlcera de Decúbito);

• atender às necessidades de higiene e mobilização física;

• atender às necessidades psicossociais e espirituais do paciente e de sua família;

• garantir um nível de ruido baixo (<60 DB);

• diminuir, ao máximo, o intervalo dos alarmes dos equipamentos.

A Unidade de Terapia Intensiva necessita ter disponível uma tecnologia e equipamentos necessários que assegurem e agilizem a monitorização dos vários parâmetros vitais do paciente, bem como outros que facilitem o controle de medicamentos a serem administrados.

Em publicação recente do Jornal Oficial do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo de julho/ agosto de 1999, destaca-se a reportagem “Máquinas salva-vidas: como integrar a tecnologia à assistência de enfermagem”, que trata do avanço acelerado do conhecimento médico, introduzindo, nos hospitais, uma grande quantidade de recursos tecnológicos, cada vez mais sofisticados, que diretamente afetam as atitudes dos enfermeiros e da equipe de enfermagem atuante, principalmente em Unidades de Terapia Intensiva. O impacto do suprimento e renovação de equipamentos eletroeletrônicos de suporte vital ao paciente no CTI é um fato concreto, o que deve fazer com que a equipe de enfermagem se adapte ao ritmo da nova tecnologia à serviço da saúde do paciente.

Hoje, dispõe-se de equipamentos de monitoramento de multiparâmetros invasivos e não invasivos, respiradores de última geração, bombas de seringa e de infusão em quantidade suficiente para atender à complexidade de cada paciente, cobertores térmicos, oxímetros digitais, sistemas de medida da pressão intracraniana, capnógrafos, eletrocardiograma e eletroencefalograma portáteis, máquinas de hemodiálise e hemofiltração lenta, marcapasso portátil, calorímetro, etc.

Deve-se ressaltar que não basta a aquisição dos equipamentos, é preciso ter um programa de treinamento que deve incluir o conhecimento do funcionamento e a manutenção preventiva em termos de cuidados na operação, limpeza e tempo de uso dos mesmos. A admissão de pessoal de enfermagem para trabalhar em Unidades de Terapia Intensiva deve levar em conta não somente a competência técnica do indivíduo, mas os princípios de disciplina, ética e responsabilidade profissional. Essa equipe tem que estar apta a responder por suas ações no que se refere à esfera das funções e deveres no trabalho. Deve, também, estar constantemente motivada e num processo de melhora do nível profissional através de um programa de educação continuada.

É preciso dar as condições para que a equipe desenvolva os seguintes aspectos:

• maturidade e senso de raciocínio para dizer o que é certo, errado e/ou justo;

• autoconfiança – é um fator que auxilia a descobrir a potencialidade individual e grupal no trabalho;

• desenvolver habilidades que valorizem métodos científicos de resolução de problemas;

• desenvolver habilidades eficientes de redigir relatórios  sistematizados  de enfermagem  (anotações e evoluções de enfermagem), que devem ser constantemente atualizados para serem completos e suscintos;

• desenvolver habilidades independentes de leitura e aprendizagem (saber ler e aprender conteúdo técnico e científico e de conhecimentos gerais).

 

Todos esses fatores apóiam a atenção diferenciada da equipe de enfermagem no cuidado ao paciente na Unidade de Terapia Intensiva.

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