Enfermagem Unidade de Terapia Intensiva

Enfermagem Unidade de Terapia Intensiva

5º Módulo: Fisioterapia na Unidade de Terapia Intensiva

O fisioterapeuta é um profissional que tem ganhado um espaço cada vez maior dentro do ambiente de Terapia Intensiva, pela sua multiplicidade de atuações com o paciente e com todos os equipamentos disponíveis, particularmente os de ventilação mecânica.

A presença constante do fisioterapeuta, na Unidade de Terapia Intensiva, auxilia, decisivamente, numa mais precoce recuperação respiratória, motora e na própria motivação do paciente, o que, em termos gerais, leva a uma redução do número de dias de internação e dos custos hospitalares.

A intervenção fisioterapêutica deve ser iniciada por prioridades, dando ênfase aos cuidados das lesões primárias, com a prevenção e a redução de possíveis complicações secundárias. Para tanto faz-se necessário conhecer o mecanismo do trauma e o estado geral do paciente, sabendo-se os procedimentos clínicos e cirúrgicos já iniciados ou programados, procedimentos da enfermagem e nutrição que envolvem o paciente.

A assistência fisioterapêutica inicia-se após a solicitação médica, com uma avaliação detalhada, e a programação de metas de tratamento, com o quadro do paciente já estabilizado e na fase do tratamento definitivo, quando as lesões primárias já estão diagnosticadas e adequadamente  tratadas.

Durante a fase aguda de internação em terapia intensiva, enfatizam-se os cuidados respiratórios, que são prioridade por ser a complicação mais freqüente e de instalação precoce. Também, iniciam-se os cuidados com a manutenção da amplitude de movimento, a facilitação dos movimentos ativos pela musculatura remanescente e o subseqüente fortalecimento da mesma, nessa fase dos cuidados fisioterapêuticos.

Na fase aguda, o fisioterapeuta deve fazer as seguintes avaliações:

• avaliação da função respiratória, envolvendo a detecção do padrão ventilatório, a função dos músculos respiratórios, a expansão torácica, o padrão respiratório, quantificação dos volumes e capacidades pulmonares e reflexo de tosse.

• avaliação do grau de sensibilidade e motricidade dos diversos grupos musculares, envolvendo a detecção da amplitude de movimento passiva/ativa, a movimentação funcional de membros e tronco, a força e tônus dos grupos musculares preservados.

Os cuidados na manipulação de pacientes póstrauma envolvem, além de uma detalhada avaliação, a prevenção do agravamento das lesões iniciais, respeitando-se a necessidade de imobilizações e de posicionamentos necessários em períodos precoces de internação.

 

O fisioterapeuta deve proporcionar uma adequada assistência respiratória:

1) usando técnicas não invasivas de ventilação mecânica, quando o quadro permite,

2) auxiliando na manutenção das vias aéreas permeáveis,

3) atuando no recrutamento alveolar, para minimizar áreas mal ventiladas,

4) manipulando a prótese ventilatória e o paciente em assistência ventilatória mecânica,

5) posicionando o paciente e utilizando técnicas manuais com o mesmo, em ventilação espontânea e

6) auxiliando no desmame ventilatório.

 

 

O controle dos quadros de atrofias musculares, osteoporose e bloqueios articulares por desuso no leito, auxílio na prevenção da instalação de úlceras de pressão e estase circulatória, minimizando a instalação de possíveis trombos circulatórios, o controle da espasticidade, hipotensões posturais e quadros de ossificação heterotópica comuns ao trauma raquimedular e, por fim, a potencialização das funções motoras remanescentes fazem parte, também, dos cuidados dispensados pela fisioterapia ao paciente da Unidade de Terapia Intensiva, promovendo o mais precocemente possível sua independência funcional, sendo este o objetivo final da fisioterapia nessa fase de recuperação .

Um comentário

  1. Sou a Fernanda Almeida, e quero parabenizar você pelo seu artigo escrito, muito bom vou acompanhar o seus artigos.

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