Libras Básico:

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4º módulo: Prevenção – Fatores de Risco

Qualquer bebê recém-nascido pode apresentar um problema auditivo no nascimento ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida. Isto pode acontecer mesmo que não haja casos de surdez na família ou nenhum fator de risco aparente. Por isto peça ao pediatra para fazer o Teste da Orelhinha quando seu filho nascer. A audição começa a partir do 5º mês de gestação e se desenvolve intensamente nos primeiros meses de vida. Qualquer problema auditivo deve ser detectado ao nascer, pois os bebês que têm perda auditiva diagnosticada cedo e iniciam o tratamento até os 6 meses de idade apresentam desenvolvimento muito próximo ao de uma criança ouvinte. O diagnóstico após os 6 meses traz prejuízos inaceitáveis para o desenvolvimento da criança e sua relação com a família. Infelizmente, no Brasil, a idade média de diagnóstico da perda auditiva neurosensorial severa a profunda é muito tardia, em torno de 4 anos de idade. Lembre-se de que ouvir é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Se o exame não foi realizado no nascimento, faça-o agora. Procure o audiologista.

Para o bebê – 0 a 28 dias

HISTÓRICO FAMILIAR – ter outros casos de surdez na família INFECÇÃO INTRAUTERINA – provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose. ANOMALIAS CRÂNIO-FACIAIS – deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto fechado) PESO INFERIOR A 1.500 GRAMAS AO NASCER HIPERBILIRUBINEMIA – transtorno que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosanguíneo transfusão MEDICAÇÃO OTOTÓXICAS – uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos que podem afetar o ouvido interno MENINGITE BACTERIANA – a surdez é umas das consequências possíveis quando o bebê tem este tipo de meningite NOTA APGAR MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO – Todo bebê quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliação que inclui muitos fatores. Virgínia Apgar é o nome da médica que inventou o teste. VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS – quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS – p.ex.: Síndrome de Down ou de Waldenburg

Para a criança – 29 dias a 2 anos

OS PAIS DEVEM OBSERVAR SE HÁ ATRASO DE FALA OU DE LINGUAGEM – aos 7 meses ele já deve imitar alguns sons; com 1 ano já deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulário deve estar em torno de 100 palavras MENINGITE BACTERIANA OU VIRÓTICA – esta é a maior causa de surdez no Brasil TRAUMA DE CABEÇA ASSOCIADA À PERDA DE CONSCIÊNCIA OU FRATURA CRANIANA MEDICAÇÃO OTOTÓXICA – uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos que podem afetar o ouvido interno OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS – p.ex.: Síndrome de Down e de Waldenburg INFECÇÃO DE OUVIDO PERSISTENTE OU RECORRENTE POR MAIS DE 3 MESES – OTITES

Para o adulto

Além daqueles encontrados nas crianças, os adultos podem adquirir a surdez através de: Uso continuado de aparelho com fone de ouvido Trabalho em ambiente de alto nível de pressão sonora Infecção de ouvido constante e acidentes

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